Climatização Especializada para Equipamentos de Imagem Médica
Soluções avançadas de climatização e refrigeração para centros de diagnóstico por imagem. Sistemas projetados para atender os requisitos críticos de equipamentos como Ressonância Magnética (MRI), Tomografia Computadorizada (CT), Aceleradores Lineares (LINAC) e PET-CT, garantindo precisão diagnóstica, vida útil dos equipamentos e segurança dos pacientes.
A ressonância magnética utiliza um magneto supercondutor que opera a temperaturas criogênicas (-269°C ou 4 Kelvin), resfriado por hélio líquido. O sistema de climatização deve atender três necessidades distintas: refrigeração do compressor de hélio (coldhead), resfriamento das bobinas de gradiente e amplificadores de RF, e climatização da sala de exames para conforto do paciente.
Remove calor do sistema criogênico, dissipando 5-15 kW. Requer água gelada a 7°C com alta estabilidade.
Geram 15-40 kW de calor durante sequências de pulso. Picos de carga durante aquisição de imagens.
Linha de 5 Gauss define área onde equipamentos ferromagnéticos são proibidos. Componentes HVAC devem ser de aço inox 316L, alumínio ou cobre.
O tomógrafo utiliza um tubo de raios-X que gira em alta velocidade ao redor do paciente. Durante a aquisição de imagens, o tubo gera calor intenso que deve ser dissipado rapidamente. Cargas térmicas variam de 15 a 40 kW com picos de até 60 kW durante aquisição. O controle de umidade é crítico para evitar condensação nos componentes eletrônicos sensíveis.
Gera picos de 30-50 kW durante disparos, com ciclos rápidos de aquecimento/resfriamento. Requer sistema com resposta térmica rápida.
Sensíveis à temperatura, requerem estabilidade para manter calibração. Variações > 2°C podem afetar qualidade da imagem.
Estrutura que gira a até 4 rotações/segundo com eletrônica embarcada. Gera calor contínuo de 5-10 kW.
Os aceleradores lineares são equipamentos de radioterapia que aceleram elétrons para produzir feixes de radiação para tratamento de câncer. São os equipamentos mais críticos em termos de climatização devido à necessidade de precisão absoluta no tratamento e impossibilidade de interrupções. Cargas térmicas de 50 a 100 kW com redundância N+1 obrigatória.
Fonte de micro-ondas que acelera elétrons. Gera 30-50 kW de calor e requer água gelada a temperatura estável para operação precisa.
Estrutura aceleradora que conduz o feixe de elétrons. Expansão térmica afeta precisão do feixe, exigindo controle rigoroso.
Paredes de concreto de 1-2m requerem labirintos ou defletores para dutos de ar, mantendo integridade da blindagem radiológica.
O PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) é combinado com CT ou MRI para fornecer imagens funcionais e anatômicas simultaneamente. Utilizado principalmente em oncologia para estadiamento de tumores. Requer climatização para múltiplos sistemas simultaneamente, incluindo detectores de cintilação sensíveis à temperatura, sala quente (hot lab) para manipulação de radiofármacos e salas de captação.
Cristais (LSO, LYSO, BGO) que detectam radiação gama. Sensíveis à temperatura - variações afetam resolução energética e espacial.
Manipulação de radiofármacos (FDG, etc.). Pressão negativa obrigatória, exaustão com filtros HEPA e carvão ativado.
Pacientes aguardam 45-60 min após injeção do radiofármaco. Ambiente confortável (22-24°C) com blindagem adequada.
Equipamentos ferromagnéticos devem ficar fora da linha de 5 Gauss. Isso inclui compressores, bombas e válvulas do sistema de climatização. Utilize componentes de aço inoxidável 316L, alumínio ou cobre nas proximidades do magneto.
Dutos de ar que atravessam blindagens de radiação devem usar labirintos ou defletores para manter a integridade da proteção. Consulte físico médico para cálculo de blindagem das penetrações em salas de CT, LINAC e PET.
Em caso de quench (perda súbita de supercondutividade), o hélio líquido vaporiza rapidamente (1L líquido = 700L gás). O sistema de exaustão deve evacuar 600-1000 m³/h para exterior, com sensores de O₂ e alarmes automáticos.
Equipamentos de imagem são sensíveis a variações de tensão. Sistemas de climatização devem ter soft-starters ou inversores de frequência para evitar picos de corrente na partida que possam afetar os equipamentos.
Equipamentos de imagem são sensíveis a vibrações que podem degradar a qualidade das imagens. Sistemas HVAC devem ser isolados com amortecedores e operar com baixo nível de vibração.
Umidade elevada pode causar condensação nos componentes eletrônicos, especialmente em equipamentos com ciclos de aquecimento/resfriamento. Manter umidade entre 30-50% RH para CT e 40-60% RH para MRI.
Nossos chillers hospitalares são projetados com acabamento em aço inoxidável escovado, atendendo aos requisitos mais exigentes de centros de diagnóstico por imagem.

Chiller Hospitalar com acabamento em aço inoxidável escovado
Projeto completo de climatização para centro de diagnóstico com 2 ressonâncias magnéticas (1.5T e 3T), 2 tomógrafos, 1 PET-CT e 2 aceleradores lineares. Sistema integrado com redundância total, monitoramento centralizado e eficiência energética otimizada.
Equipamentos de 3T geram aproximadamente 50% mais calor que os de 1.5T, principalmente nos sistemas de gradiente e RF. A carga térmica típica de um MRI 1.5T é de 40-50 kW, enquanto um 3T pode chegar a 60-80 kW. Além disso, a zona de exclusão magnética é maior em equipamentos de 3T, exigindo maior distância para componentes ferromagnéticos do sistema HVAC.
Tratamentos de radioterapia seguem protocolos rigorosos de fracionamento de dose. Interrupções podem comprometer a eficácia do tratamento e a segurança do paciente. Além disso, o equipamento pode sofrer danos se superaquecer. Por isso, sistemas N+1 são obrigatórios, com chaveamento automático em caso de falha, garantindo disponibilidade de 99,99%.
O quench ocorre quando o magneto perde supercondutividade e o hélio líquido vaporiza rapidamente (1 litro de líquido = 700 litros de gás). O sistema de exaustão é acionado automaticamente por sensores de oxigênio quando o nível cai abaixo de 19,5%. Dutos dedicados de grande diâmetro conduzem o hélio para o exterior, evitando asfixia na sala de exames. O sistema deve ser capaz de evacuar 600-1000 m³/h.
Umidade elevada pode causar condensação nos componentes eletrônicos do tomógrafo, especialmente no gantry que opera em ciclos de aquecimento/resfriamento. Isso pode levar a curtos-circuitos, degradação de componentes e perda de calibração dos detectores. A umidade deve ser mantida abaixo de 50% UR, idealmente entre 30-45% UR, com controle ativo de desumidificação.
A sala quente manipula radiofármacos e deve ter pressão negativa em relação às áreas adjacentes para conter possíveis contaminações. O ar deve ser exaurido através de filtros HEPA e, dependendo do radiofármaco, pode requerer filtros de carvão ativado. A renovação de ar deve ser de no mínimo 10 trocas por hora, com monitoramento contínuo de pressão diferencial.
As principais normas são: RDC ANVISA 50 (Estabelecimentos de Saúde), NBR 7256 (Tratamento de Ar em Estabelecimentos de Saúde), NBR 16401 (Instalações de Ar-Condicionado), CNEN-NN-3.01 (Proteção Radiológica), IEC 60601-1 (Equipamentos Eletromédicos), ACR Guidelines (MRI Safety) e especificações dos fabricantes (GE, Siemens, Philips, Canon, Varian, Elekta).
Mais de 50 anos de experiência em climatização hospitalar, com projetos em centros de diagnóstico por imagem em todo o Brasil. Equipe especializada em requisitos de fabricantes como GE, Siemens, Philips, Canon, Varian e Elekta.